Olho seco após cirurgia refrativa: por que esse sintoma é tão comum

E por que ele precisa ser levado a sério
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Dr. Renan Rizzi

Oftalmologista Especialista em Catarata
CRM-PR 53647 RQE 87002

Um dos sintomas mais frequentes após cirurgias como LASIK ou PRK é o olho seco. Muitos pacientes não esperam por isso, já que a cirurgia costuma ter foco na correção do grau, mas a superfície ocular tem um papel fundamental na qualidade da visão.

Na maioria das vezes, é um quadro transitório — mas que precisa ser bem conduzido.

Adaptação visual: o papel do cérebro

Um ponto importante é que a visão não depende apenas do olho, mas também do cérebro. Após a cirurgia, existe um período de neuroadaptação, em que o cérebro aprende a interpretar a nova qualidade visual.

Durante esse período, os halos tendem a reduzir ou se tornar menos perceptíveis.

Quando os halos são esperados

É mais comum observar esse sintoma:

  • Nas primeiras semanas após a cirurgia
  • Em ambientes com pouca luz
  • Em pacientes com lentes multifocais
  • Durante atividades como dirigir à noite

Com o tempo, a tendência é de melhora progressiva.

Por que eles podem aparecer após a cirurgia

Após a cirurgia de catarata, o cristalino natural é substituído por uma lente intraocular. Dependendo do tipo de lente implantada e das características do olho, a luz pode se distribuir de forma diferente dentro do sistema óptico.

Os halos podem estar associados a:

Na maioria das vezes, esses fatores são transitórios.

Quando é necessário reavaliar

Se os halos são intensos, persistentes ou impactam significativamente a qualidade de vida, é importante reavaliar. Em alguns casos, pode haver fatores associados, como olho seco não tratado ou necessidade de ajustes na superfície ocular.

A avaliação detalhada ajuda a entender se o sintoma faz parte do processo normal ou se existe algo a ser corrigido.

Informação correta evita frustração

Um dos pontos mais importantes é o alinhamento de expectativa antes da cirurgia. Entender que determinados fenômenos visuais podem ocorrer, especialmente com lentes multifocais, evita insegurança no pós-operatório.

Nem todo desconforto é permanente

Na maioria dos casos, os halos não representam um problema definitivo, mas sim uma fase de adaptação.
Com acompanhamento adequado, é possível orientar, tratar quando necessário e garantir uma melhor experiência visual ao paciente.